Thursday, April 2, 2009

Atenção! Atenção!

“Atenção! Aviso à População! Esta madrugada, deu-se uma Revolução! A Iniciativa ter-se-à dado ontem à noite após concerto do grupo Mão Morta! Os membros do grupo assim como os seus seguidores, aptos a exercer diferentes ofícios, podem infiltrar-se em vários sectores da nossa “Democracia”, são considerados perigosos! Qualquer informação relativa a estes indivíduos deve ser comunicada ao jornalista da sua área!”

Posted by philosopher in 14:30:52 | Permalink | No Comments »

Friday, March 20, 2009

you’ll never walk alone

A minha versão preferida desta canção, pelos Toten Hosen, os concertos deles acabam assim :) 

When you walk through a storm hold your head up high,And don't be afraid of the dark.At the end of a storm is a golden skyAnd the sweet silver song of a lark.

Walk on through the wind,Walk on through the rain,Tho' your dreams be tossed and blown.Walk on, walk on with hope in your heart,And you'll never walk alone,You'll never walk alone!
Posted by philosopher in 14:55:23 | Permalink | No Comments »

acabar uma licenciatura

Como é se sabe que se terminou de facto a licenciatura?

Quando se recebe um email destes:"You have been unsubscribed from the alunos-lic mailing list"

Agora só falta o diploma :-) 
Posted by philosopher in 13:00:51 | Permalink | No Comments »

Saturday, March 14, 2009

Mão Morta – Budapeste

Prólogo: Fecha os olhos e deixa-te conduzir.Estás em Budapeste. Inverno de 91. Ano 1 da queda do comunismo. É noite desde as 3 da tarde. O tempo está frio, gelado. Olhas à tua volta e vês uma cidade escura, de belos edifícios decrépitos, ruínas, fachadas enegrecidas pela poluição. Por todo o lado, filas de vendedores do mercado negro. As paredes estão repletas de cartazes, numa língua impossível, indecifrável. Tu sentes-te perdido. Mas eu conduzo-te. Segue-me.

Cá vou eu no meu TrabyDe bar em bar a aviarSempre a abrir a noite todaSempre a rock & rollar

Charro aqui charro aliMais um vodka p'ra atestarCorro Peste corro BudaSempre a rock & rollar

As noites de BudapesteSão noites de rock & roll

P'las caves da cidadeSão só bandas a tocarPondo tudo em alvoroçoTudo a rock & rollar

Mulheres lindas de morrerMini-saias a matarNão tem fim o reboliçoTudo a rock & rollar

As caves de BudapesteSão caves de rock & roll

Cá vou eu no meu TrabyDe bar em bar a aviarSempre a abrir a noite todaSempre a rock & rollar

Charro aqui charro aliMais um vodka p'ra atestarSempre a abrir a noite todaSempre a rock & rollar'

As noites de BudapesteSão noites de rock & roll
Posted by philosopher in 16:54:30 | Permalink | No Comments »

Thursday, March 12, 2009

partilhar…partilhar…partilhar…

Hoje em dia partilha-se tudo, o conhecimento através da Wikipedia, videos e fotos através de sites como o Youtube ou o Flickr, partilha-se música, filmes, livros através de filesharing nas redes P2P - um abraço para a malta do thepiratebay.org na Suécia - partilha-se o sofá através do Couchsurfing, a vida social através do Facebook, a vida profisional através do Linkedin.
Aqui partilham-se testemunhos, opiniões, histórias, por várias pessoasde todo o mundo, cada uma na sua língua mãe. Alguns depoimentos são muito interessantes de ver, as pessoas falam a um nível muito pessoal, dando respostas pessoais para perguntas universais.

Estão à procura de tradutores!
Posted by philosopher in 23:59:49 | Permalink | No Comments »

Wednesday, March 11, 2009

Mão Morta – Lisboa

 

Lisboa, Cais do Sodré:
Quando chega a noite
Com suas caras fugidias,
Olhos dilatados pelo assombro
Deixamos que a cidade nos invada,
Fantasma a embriagar-nos de luz e côr
Num sonho de mil e uma fantasias,
O desejo cruzando os neons
Em projecções plásticas…

O dealer roubou-me,
Levou-me a alma!
Rai’s parta o dealer!

E se depois, ao acordarmos,
Acaso reparamos na escuridão que nos cerca,
No leve restolhar que vem do lúgubre canto,
Somos tomados por uma enorme letargia
Que nos deixa permeáveis
Ao frio da madrugada.
É então que as ratazanas,
Abandonando as trevas,
Ficam estáticas, silenciosas,
A verem-nos ir, equilibrando o passo,
Por entre as sombras e o lixo…

O dealer roubou-me,
Levou-me a alma!
Rai’s parta o dealer!

Táxi!
Casal Ventoso, se faz favor!

Posted by philosopher in 11:40:11 | Permalink | No Comments »

Sunday, March 1, 2009

“Alice no País das Maravilhas” (Alice’s Adventures in Wonderland)

O autor Lewis Carrol é um pseudónimo, o seu nome verdadeiro nome é Charles Lutwidge. Segundo o livro chegou ao seu pseudónimo traduzindo o seu nome para Latim, ficando “Carolus Lodovicus”, o qual foi depois reinterpretado em inglês como “Lewis Carrol”
Um livro está cheio de brincadeiras com a Lógica, a Fantasia e o significado das palavras, conta a história de uma menina por um mundo onde as personagens são animais, cartas, simbioses, e todos conversam com ela, propondo-lhe puzzles ou conversando banalmente com ela.

A sua viagem começa seguindo um coelho após este entrar na sua toca – a expressão “going down the rabbit hole” é muitas vezes uma metáfora usado no mundo das drogas alucinogénias.

Alice vai passeando nesse mundo e conhecendo as personagens que o habitam, comendo bolos, bolachas e poções que a fazem crescer ou ficar mais pequena. Ela chora ao ponto de as suas lágrimas fazerem um piscina na qual ela pode nadar.

Ao início para ela tudo é estranho e passa a maior parte do tempo a questionar-se como, e se irá voltar ao seu mundo, mas depois começa a adaptar-se e a usar a sua visão do mundo real e a sua lógica para reagir às situações com que é confrontada.

A história contem poemas e cantigas, algumas alusões à época em que foi escrito, outras apenas re-interpretações de poemas/canções tradicionais, por exemplo: “Twinkle, Twinkle, Little Bat” uma readaptação do “Twinkle twinkle little star”, uma canção infantil inglesa.

Gostei de como som/significado das palavras cria situações hilariantes na história:

`Mine is a long and a sad tale!’ said the Mouse, turning to Alice, and sighing.

`It IS a long tail, certainly,’ said Alice, looking down with wonder at the Mouse’s tail’ `but why do you call it sad?`

`And how many hours a day did you do lessons?’ said Alice, in a hurry to change the subject.

`Ten hours the first day,’ said the Mock Turtle: `nine the next, and so on.’

`What a curious plan!’ exclaimed Alice.

`That’s the reason they’re called lessons,’ the Gryphon remarked: `because they lessen from day to day.’


Contem também referências à matemática, o autor foi um tutor de Matemática na Universidade de Oxford, numa situação em que a Alice começa a fazer multiplicações:


`…Let me see: four times five is twelve, and four times six is thirteen, and four times seven is–oh dear! I shall never get to twenty at that rate!`

4 x 5 = 12
4 x 6 = 13
4 x 7 = …

12 representa 20 na base 18: 12 = 1×18^1 + 2×18^0 = 18 + 2 = 20

13 representa 24 na base 21: 13 = 1×21^1 + 3×21^0 = 21 + 3 = 24

4 x 7 = 28 na base decimal, ora a primeira resposta está na base 18, a segunda na base 21, a terceira seria na base 24.

28 / 24 = 1 e dá resto de 4, portanto 14 representa 28 na base 24.

4 x 5 = 12
4 x 6 = 13
4 x 7 = 14

Contem outras brincadeiras com a língua. Num capítulo ela encontra três personagens que passam o tempo todo a beber chá, na realidade segundo um deles, este teve uma briga com o tempo e são constantemente 6 da tarde, e portanto hora do chá. Uma das personagens chama-se Dormouse, que está constantemente a dormir. O presente da 3º pessoa do francês para o verbo dormir é ‘dort’ pronunciado ‘dor’.

Um livro cheio de puzzles e situações engraçadas :-)

Posted by philosopher in 16:12:48 | Permalink | Comments (1) »